Polícia apreende dinheiro cenográfico e bens de Bia Miranda no RJ
02 de abril de 2026 95 visualizações

Polícia apreende dinheiro cenográfico e bens de Bia Miranda no RJ

Influenciadora é alvo de operação policial que investiga jogos de azar ilegais e movimentações milionárias.

Bia Miranda já era investigada por promover jogos de azar ilegais nas redes sociais.

A Polícia Civil realizou, na sexta-feira (27), a segunda fase da Operação Desfortuna, que investiga a promoção de jogos de azar ilegais na internet. A ação foi conduzida por agentes da DCOC-LD (Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro) e teve como alvo a influenciadora Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, que soma mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência da investigada, os policiais encontraram cerca de US$ 40 mil em cédulas cenográficas. Aos agentes, a influenciadora afirmou que utilizava o material na produção de conteúdos para redes sociais, com o objetivo de atrair seguidores e possíveis apostadores para plataformas online.

Além do dinheiro cenográfico, também foram apreendidos:

Segundo a polícia, os equipamentos passarão por análise e devem contribuir para o avanço das investigações. A corporação informou ainda que solicitou à Justiça o bloqueio das contas da investigada.

Em nota publicada nas redes sociais, os advogados de Bia afirmaram que o uso de itens cenográficos é comum no meio publicitário e não configura, por si só, irregularidade.

📌 Histórico da investigação

Bia Miranda já havia sido alvo da primeira fase da operação, realizada em agosto do ano passado. Na ocasião, ela não foi localizada.

Após a ação, a influenciadora chegou a publicar vídeos mostrando sua residência no Recreio dos Bandeirantes (RJ), além de conteúdos de lazer em viagens.

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💰 Valores investigados

Segundo as investigações, influenciadores recebiam cerca de R$ 250 mil a cada três meses pela divulgação de plataformas.

Alguns contratos incluíam ganhos baseados nas perdas dos apostadores, prática conhecida como “cláusula da desgraça alheia”.

🚨 Operação segue em andamento

As diligências já resultaram em:

A nova fase foi motivada por informações do Ministério da Fazenda, que indicaram a continuidade da divulgação de plataformas ilegais.

As investigações seguem para identificar novos envolvidos.

📄 Nota da defesa

Os advogados da influenciadora afirmaram que:

A defesa também declarou que a influenciadora está colaborando com as autoridades e confia na apuração dos fatos.

Importante: a investigação segue sob sigilo e ainda não há conclusão definitiva sobre o caso.